01/08/2017

Ameijoas à bulhão pato

Refeições com tempo para rir, conversar, matar saudades e saborear. Um almoço de regresso com cheirinho a mar, a peixe fresco e aos nossos produtos tão bons. 
As férias no Algarve terminaram e na nossa última ida ao mercado do peixe trouxemos uma encomenda já a pensar no regresso a casa. Um saco da melhor ameijoa de todas, a nossa, apanhada ali ao lado na ria Formosa, que viajou connosco até Coimbra.
O almoço de domingo do fim de semana de regresso serve para nos conformarmos que o que é bom acaba mesmo... Por nós ficávamos por lá três meses. A Maria cresceu, o Afonso também, e nós conseguimos esquecer a rotina louca dos dias de trabalho. Gostamos tanto daquele sol, daqueles rituais difíceis e cansativos de ter que ir ao mercado, ter que ir para a praia, ter que fazer brasas para grelhar peixe, ter que dormir a sesta [alguns!].. Oh que canseira! Como costumamos dizer, habituavamo-nos a isto! Mas é assim, temos que regressar e ainda bem que regressamos. É sinal que correu tudo bem! E para o ano haverá mais! Mais tempo para almoços vagarosos e jantares tardios depois de aproveitar o sol até aos últimos raios. Por agora fica a lembrança, ainda fresca na memória, das cores, cheiros e sabores do nosso querido sul.
É impossível não ficar com vontade de trazer tudo deste mercado. O cheiro, as cores deste peixe é maravilhoso. Foi local de visita diária ao ponto de um dia de falta dar direito a questionário do peixeiro! 
Os petiscos das férias foram desde "jaquizinhos", chocos com tinta, cantaril, caldeirada, dourada, carapau, sardinha, entre outros que não me vêm à cabeça de momento. Foram duas semanas a comer peixe uma ou até duas vezes por dia. Peixe que cheira a peixe como em mais nenhuma altura do ano. 
De vez em quando compro peixe ao peixeiro que passa na minha rua com uma carrinha mas é só de vez em quando. E nestes casos, acabo por comprar e congelar algum. Fica bom, sim, mas não posso comparar a ir buscá-lo todos os dias ao mercado, fresquinho e capturado enquanto nós estivemos a dormir, algum ali bem perto, sem ter quilómetros e quilómetros de rodagem. 

Para este petisco tão português não precisamos de muita coisa. 

1 kg de ameijoas
1 limão
4 dentes de alho
1 ramo de coentros
2 c. sopa de manteiga
50 ml de azeite
1 malagueta
sal marinho tradicional do Algarve Vatel

Coloque as ameijoas numa taça com água e bastante sal. O Sal Marinho Tradicional Vatel é recolhido artesanalmente, em várias salinas que se encontram na costa Algarvia. Lembro-me de no ano passado, nas muitas viagens que fiz até ao Hospital enquanto estive de férias (complicações tardias da cesariana) passar por algumas delas e ver aquele ouro branco a brilhar. Ficou a vontade de lá voltar para fotografar aquele cenário tão português porque na altura a disposição não era muita...
Como é recolhido manualmente, o Sal Tradicional Vatel mantém todas as características originais e naturais, com os seus grãos toscos, pouco uniformes e com bastante humidade. É comum encontrar algumas pedras de sal com coloração. Confesso que é um dos meus sais preferidos.
Deixe repousar as ameijoas para que libertem a areia. 
Lave-as para limpar a concha, troque a água e volte a juntar sal marinho. 
(Neste momento, houve algumas situações caricatas. Ver o Afonso a saltar para trás quando levou uma esguichadela de uma ameijoa e o senhor cá de casa e mudá-las de sítio porque espirraram a máquina do café toda!!)

Pique os dentes de alho para uma frigideira. Junte a manteiga e o azeite e deixe derreter em lume brando. Junte a malagueta (com ou sem as sementes dependendo se gosta de muito picante ou não).
Escorra as ameijoas e deite-as na frigideira. 
Deixe as ameijoas cozinhar até abrirem, mexendo de vez em quando.
Retifique os temperos e quando todas as ameijoas estiverem abertas, junte o sumo de limão e os coentros picados. 
Sirva com pão saloio e acompanhe com um bom vinho e excelente companhia!
Este artigo foi desenvolvido com o apoio da Vatel.
Poderei ter recebido honorários e/ou produtos mas o conteúdo foi escrito por mim e contém apenas a minha opinião.

2 comentários:

Mary - Strawberrycandy disse...

Nunca fiz e vou levar a receita comigo para experimentar, ok?!
Beijinhos,
Espero por ti em:
strawberrycandymoreira.blogspot.pt
http://www.facebook.com/omeurefugioculinario
https://www.instagram.com/marysolianimoreira/

Madalena Sá disse...

Fazemos muitas vezes Amêijoas à bulhão pato cá em casa, mas a nossa receita tem algumas variações da sua. Mas parece-me deliciosa e vou experimentar da próxima vez!
E não há melhor amêijoa do que a frequenta comprada no mercado! A congelada não tem metade do sabor!

Obrigada pela partilha!

https://www.jimao.pt

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