24/11/2017

Bochechas de porco de cebolada

Cada vez mais nos preocupamos com o que comemos, com a sua origem e forma como é produzido. Cá em casa consumimos principalmente frango que a minha mãe cria, que come sobras de comida, milho e passeia pelo quintal ao lado das galinhas poedeiras. Infelizmente deixou de criar o porquinho e a carne de porco que comemos tem que ser comprada. Temos um talho de confiança e é lá que normalmente compramos. 
No início do ano foi criado em Portugal um selo de qualidade Porco.PT que implica entre outras regras uma alimentação aos animais com um mínimo de 50% de cereais e condições de bem-estar nomeadamente "área de engorda útil no mínimo superior" às ditadas pelas normas europeias.

22/11/2017

Perna de porco estufada lentamente {na kcook multi da Kenwood}

Desde o verão que mora cá em casa o robot de cozinha da Kenwood, kcook multi. O que me fascinou foi o facto de ter um acessório que permite cortar ou ralar legumes, queijo ou chocolate ao mesmo tempo que cozinha mas principalmente, ter um adaptador que cozinha lenta. Eu que adoro fazer pratos de carne bem lentamente como o famoso Rabo de boi ou Chambão estufado com ervilhas. Adoro a textura macia com que a carne fica e a forma como se desfia e solta quando é confecionada assim, com tempo.

13/11/2017

A Solidariedade e uma Açorda de frango do campo com castanhas

Nas últimas semanas, perdi a conta aos abraços que dei e às lágrimas que soltei. Tenho conhecido pessoas maravilhosas, que ajudam e que me têm ajudado a ajudar quem perdeu tudo no maldito incêndio de 15 de outubro. É comovente ver a onda solidária que rapidamente chegou de vários pontos do país e não só. Na aldeia, aos poucos, o verde vai aparecendo para alegria dos pastores que se viram em grandes dificuldades nos dias [e semanas] seguintes à tragédia. Felizmente a nossa terra é muito fértil, já é possível ver as ovelhas nos campos a comer a erva que rebentou e devagarinho os pássaros vão regressando.

18/10/2017

Raivas {da cidade do meu coração}

Outono a cheirar a verão. Quando afinal os vestidos que já estavam arrumados voltam a sair do armário. E se calhar a cesta do piquenique ainda volta a ver a luz do dia. 
Hoje uma receita que me leva a um dos lugares do meu coração. Todos temos lugares desses, que passam a ser nossos, que nos fazem um sorriso na cara e nos trazem sempre lembranças boas. Aquele lugar que é sempre o primeiro na lista quando há datas especiais. Aquele lugar que ainda um dia vai ser nosso. O meu lugar especial é aquela cidade mágica que tem o encanto da Ria, a simplicidade e o bom coração das pessoas do mar e aquele vento indomável que eu adoro. Aveiro. E estas raivas, que podem não ser iguais às da Confeitaria Peixinho mas, que me aquecem o coração a acompanhar uma chávena de café bem forte. Sou mais de café do que de chá. E um café bem forte, sem açúcar, com estes biscoitos tão simples é sinónimo de felicidade.
Ingredientes:
2 ovos biológicos
250 g de farinha T55 + 50 g de farinha (se necessário)
70 g de manteiga, bem fria
100 g de açúcar
1/2  c. café de Flor de Sal do Algarve Vatel
1 c. chá de Bicarbonato Vatel
1 c. chá de canela em pó

Ligue o forno a 170ºC.
Numa taça, deite o açúcar e a manteiga cortada aos cubos. Bata numa batedeira até obter uma massa homogénea. 
Junte os ovos, um de cada vez. 
Por fim, junte a farinha peneirada com a canela, a Flor de Sal e o Bicarbonato Vatel. O Bicarbonato tem uma ação mais rápida que o fermento químico pelo que é preferível o seu uso em biscoitos e a Flor de Sal, bem... essa dá aquele toque especial em qualquer receita. Gosto sempre de uma pitada de sal nos doces, ficam mais saborosos.
Amasse tudo até obter uma massa moldável. Se for necessário, junte os 50 g de farinha. 
Enfarinhe as mãos e em cima de uma tábua, estique pequenos rolos de massa, o mais fino possível.
Pegue na massa e deixe cair no tabuleiro de forno, forrado com papel vegetal.
Leve os biscoitos a cozer durante 13 a 15 minutos. 
Deixe arrefecer em cima de uma rede antes de guardar numa caixa hermética.
Quando estava a fazer os biscoitos, começaram a vir-me à memória os presentes de Natal. É que estas Raivas são perfeitas porque duram bastante tempo, fechadas numa caixa ou saco hermético.


Este artigo foi desenvolvido com o apoio da Vatel.
Poderei ter recebido honorários e/ou produtos mas o conteúdo foi escrito por mim e contém apenas a minha opinião.

11/10/2017

Tarte de maçã da Titá invertida

Sabem a velha história de que quem conta um conto acrescenta um ponto? Pois é, ao que parece aplica-se às receitas, que vão passando de boca em boca ou de mão em mão e uma alteração daqui e outra dali, ficam uma receita completamente diferente! Foi isso mesmo que aconteceu com esta tarte! Ficou virada do "avesso"!

08/10/2017

Ementa da semana


Domingo é dia de ementa semanal. Posso não partilhar todas as semanas mas não passa uma que não faça a minha ementa. Quando tenho tempo, organizo antes de sexta-feira para conseguir preparar algumas coisas durante o fim de semana. Gostava de conseguir partilhar à quinta-feira à noite pois para mim faz mais sentido mas o tempo nos dias de semana voa sem que eu dê conta... 
Espero que gostem e que tirem algumas ideias!

Boa semana!

27/09/2017

Rabo de boi {simples, mas tão bom!}

As cores do outono deram sinal de si. Devagarinho as árvores vestem-se de castanho alaranjado e as noites e manhãs ficam muito mais frias. O verão foi mesmo embora.
Nós já entrámos na rotina, nesta nova roda vida, com a Maria na sala dos meninos de 1 ano e o Afonso no 5º ano. Tenho que me disciplinar e cumprir o que planeio semanalmente para não começar o dia em stress.
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